Diferente do pai, senador aposta em alianças partidárias e mercado financeiro na pré-campanha presidencial.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foca suas articulações na classe política e tem deixado para depois uma eventual aproximação com a esfera militar. Pessoas próximas ao senador ouvidas pelo Estadão/Broadcast afirmam desconhecer conversas do parlamentar com integrantes das Forças Armadas.
Isso representa uma diferença em relação ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, desde a pré-campanha, propagandeava a intenção de rechear seu governo com “generais cinco estrelas”, ou seja, militares de alta patente.
Segundo aliados, Flávio prioriza as alianças políticas e o convencimento do mercado financeiro, com pitadas de política internacional. Isso se reflete em sua equipe e nas agendas. Não descartam, porém, a possibilidade de o parlamentar travar conversas com os militares no futuro nem de nomear alguns oficiais das Forças em um eventual governo.
Formado em Direito, o “01” assumiu seu primeiro mandato político, o de deputado estadual do Rio de Janeiro, aos 21 anos, em 2003. Nessa época, o pai já estava na vida política havia 15 anos. Há 23 anos na política, Flávio conviveu com militares no governo do pai, marcado pela rixa entre o núcleo familiar e militar.
Fonte: Por Naomi Matsui, do Estadão
